Simulado Kyriu (Língua portuguesa) 22/04

01-         O ensaísta canadense Alberto Manguel , autor de Uma
02-   História da Leitura, explica por que a palavra escrita é a grande
03-   ferramenta para entender o mundo.
04-         Veja - Numa época em que predominam as imagens, por que a
05-   leitura ainda é importante?
06-        Manguel - A atual cultura de imagens é superficialíssima, ao
07-   contrário do que acontecia na Idade Média e na Renascença,
08-   épocas que também eram marcadas por uma forte imagética.
09-   Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas pela publicidade.
10-   Elas captam a nossa atenção por apenas poucos segundos, sem
11-   nos dar chance para pensar. Essa é a tendência geral em todos os
12-   meios visivos. Assim, a palavra escrita é, mais do que nunca, a
13-   nossa principal ferramenta para compreender o mundo. A
14-   grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e
15-   interpretar. Prova disso é que as pessoas estão lendo cada vez
16-   mais, assim como mais livros estão sendo publicados a cada ano.
17-   Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem
18-   papel. Mas, para desenvolver essa idéia, ele publicou um livro.
19-   Isso diz alguma coisa.

 

01 Na introdução da entrevista, o segmento autor de Uma História da Leitura está entre vírgulas; o item abaixo que apresenta a mesma função do segmento destacado acima é:  

A) Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas...(l.09); 

B) Assim, a palavra escrita é, mais do que nunca, a nossa principal ferramenta...(l.12/13); 

C) Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel. (l.17); 

D) Mas, para desenvolver essa idéia, ele publicou um livro. (l.18); 

E) A atual cultura de imagens é superficialíssima, ao contrário do que acontecia na Idade Média e na Renascença,...(l.06/7). 

     

02 ...explica por que a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo. (l.02/3); o item abaixo cuja grafia do termo sublinhado se explica exatamente pelas mesmas razões que justificam a grafia em duas palavras do termo em destaque é: 

A) Por que a leitura ainda é indispensável? 

B) Ler ainda é útil por quê

C) Ler ainda é o caminho por que se vê o mundo. 

D)       O autor declara por que ler ainda é indispensável

E) Ler, por que ainda fazer isso? 

     

03 ...a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo. (l.02/3); o item abaixo que representa o papel da palavra escrita no entendimento do mundo é o de: 

A) instrumento; 

B) motivo; 

C) objetivo; 

D) modo; 

E) processo. 

     

04 ...a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo. (l.02/3); o item abaixo em que o vocábulo grande apresenta o mesmo valor semântico que possui nesse segmento do texto é: 

A) Por um grande tempo pensou-se que o livro iria ser substituído pelo computador. 

B) Bill Gates tem grande interesse em mostrar a inutilidade da palavra escrita no mundo moderno. 

C) O computador ainda tem uma grande estrada a percorrer até atingir a importância do livro. 

D)       O entrevistado Alberto Manguel é um dos grandes conhecedores do valor da língua escrita. 

E) Os computadores mais modernos atingem grandes preços no mercado. 

     

05 O item abaixo em que o elemento destacado tem seu valor semântico corretamente indicado é: 

A) ...a grande ferramenta PARA entender o mundo - meio; 

B) ...explica POR QUE a palavra escrita... - finalidade; 

C) ...por que a leitura AINDA é importante? -oposição; 

D)       ...épocas TAMBÉM marcadas por uma forte imagética. - acréscimo; 

E) ...ASSIM COMO mais livros estão sendo publicados a cada ano. - modo. 

     

06 Numa época em que predominam as imagens,...(l.04); a época a que se refere o repórter é: 

A) indeterminada; 

B) a dos dias de hoje; 

C) a da Idade Média e da Renascença; 

D) a de um passado próximo; 

E) hipotética. 

     

07 Na pergunta do repórter há uma oposição implícita entre imagens e leitura porque: 

A) os livros teóricos não possuem ilustrações; 

B) imagens só estão presentes em livros infantis; 

C) a leitura só é a possibilidade de criar imagens; 

D) as imagens independem de leitura; 

E) as letras não possuem sentido sem imagens. 

     

08 Segmento do texto que não mostra, direta ou indiretamente, uma visão negativa da cultura de imagens é: 

A) A atual cultura de imagens é superficialíssima...(l.06); 

B) Essa é a tendência geral em todos os meios visivos. (l.11/12); 

C) Elas captam a nossa atenção por apenas poucos segundos,...(l.10); 

D) ...sem nos dar chance para pensar. (l.10/11); 

E) Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel. (l.17/18). 

     

09 Considerando que os vocábulos imagética e visivos aparecem há pouco tempo nos dicionários de Língua Portuguesa, isso pode significar que: 

A) são vocábulos erradamente criados pelo autor do texto; 

B) tais vocábulos são traduções inadequadas de vocábulos estrangeiros; 

C) representam realidades ainda ausentes de nosso cenário cultural; 

D)       trata-se de neologismos já reconhecidos oficialmente; 

E) os dicionários atuais não estão atualizados. 

     

10 Segundo o que se depreende da resposta do entrevistado, em termos de cultura de imagens, a época moderna, em relação à Idade Média e à Renascença: 

A) é bem mais superficial no tratamento das imagens; 

 

 

 

B) prefere imagens profanas, ao invés de religiosas; 

C) apresenta semelhanças nas imagens publicitárias; 

D) mostra idênticas preocupações formais; 

E) possui tecnologia bem mais avançada. 

       

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Simulado Kyrius Medicina ( Língua portuguesa) 29/04

                                                     As virtudes da intromissão
   A imprensa peca mais pela omissão que pela intromissão. Essa máxima muitas vezes é esquecida em meio à investigação, às vezes obsessiva, que as revistas e os jornais brasileiros fazem da vida de políticos e autoridades, tendência que se acentuou muito nos últimos anos. Os órgãos de imprensa correm nesses casos o risco de parecer persecutórios ou de estar patrocinando campanhas gratuitas, movidas por interesses inconfessáveis, contra determinadas figuras públicas. Esta revista marcou sua presença na vida brasileira justamente pela convicção de que esse é um risco que vale a pena correr. É dever da imprensa investigar e divulgar os fatos que cercam a ascensão dos políticos. Mesmo que, às vezes, eles estejam enterrados em pontos remotos de suas biografias. Quando esses fatos passados servem para iluminar a personalidade atual do político ou para desnudar as entranhas da atividade pública, eles precisam ser expostos à sociedade.

 

01 Entre as ''virtudes da intromissão'' está: 

A) investigar obsessivamente a vida de políticos brasileiros; 

B) patrocinar campanhas meritórias; 

C) desenterrar pontos remotos das biografias de políticos; 

D) explicar a prosperidade atual de políticos e autoridades; 

E) arriscar-se a fazer campanhas gratuitas. 

     

02 Omissão e intromissão são vocábulos que diferem pelo prefixo que se junta ao mesmo radical; o mesmo ocorre em: 

A) querer / requerer; 

B) deter / conter; 

C) haver / reaver; 

D) contratempo / passatempo; 

E) finalizar / finalidade. 

     

03 ''A imprensa peca mais pela omissão que pela intromissão''; deduz-se desse primeiro período do texto que a imprensa: 

A) se intromete mais do que deve; 

B) peca pela omissão e pela intromissão

C) deveria omitir-se mais; 

D) se intromete mais do que se omite; 

E) não peca quando se intromete. 

     

04 ''... as revistas e os jornais brasileiros...''; com o deslocamento dos termos da frase, a única forma INCORRETA é: 

A) as brasileiras revistas e jornais; 

B) os brasileiros jornais e revistas; 

C) os brasileiros revistas e jornais; 

D) os jornais e as revistas brasileiras; 

E) os jornais e as revistas brasileiros. 

     

05 ''Os órgãos de imprensa correm nesses casos o risco de parecer persecutórios''; a forma menos adequada de reescrever-se essa mesma frase por ser menos clara, é: 

A) Nesses casos, os órgãos de imprensa correm o risco de parecer persecutórios; 

B) Os órgãos de imprensa, nesses casos, correm o risco de parecer persecutórios; 

C) Os órgãos de imprensa correm, nesses casos, o risco de parecer persecutórios; 

D) Os órgãos de imprensa correm o risco, nesses casos, de parecer persecutórios; 

E) Correm o risco de parecer persecutórios, os órgãos de imprensa nesse caso. 

      

06 Relação incorreta entre palavras do texto em razão de grafia errada é: 

A) omissão / omitir; 

B) convicção /convencer; 

C) ascensão / ascender; 

D)       obsessiva /obsecar; 

E) persecutórios / perseguir. 

     

07 ''Essa máxima muitas vezes é esquecida em meio à investigação,...''; o comentário correto a respeito dos componentes desse segmento do texto é: 

A) em meio à equivale a no meio da; 

B) máxima equivale a sentença moral; 

C) é esquecida equivale a esqueceram-se; 

D) muitas vezes equivale a progressivamente; 

E) muitas equivale a várias. 

     

08 Segundo o texto, a revista VEJA: 

A) peca mais pela omissão que pela intromissão; 

B) patrocina campanhas gratuitas, desinteressadas; 

C) é movida por interesses inconfessáveis; 

D)       corre o risco consciente de investigar; 

E) evita expor à sociedade fatos escabrosos. 

     

09 O item em que a omissão do vocábulo que foi feita de forma inadequada é: 

A) que as revistas e os jornais brasileiros fazem - feita pelas revistas e jornais brasileiros; 

B) tendência que se acentuou muito nos últimos anos - tendência muito acentuada nos últimos anos; 

C) convicção de que esse é um risco... - convicção de ser esse um risco; 

D)       divulgar os fatos que cercam a ascensão dos políticos - divulgar os fatos cerceadores da ascensão dos políticos; 

E) Mesmo que, às vezes, eles estejam enterrados...- embora, às vezes, eles estejam enterrados.... 

     

10 O texto tem a finalidade clara de: 

A) denunciar os maus políticos; 

B) incentivar a denúncia de crimes; 

C) promover a própria revista; 

D) mostrar a face oculta de muitos políticos; 

E) justificar a omissão da revista em alguns casos. 

       

       

    GABARITO

    01-C | 02-B | 03-B | 04-C | 05-E | 06-D | 07-B | 08-D | 09-D | 10-C

     

________________________________________________________________________________Simulado Kyrius Medicina (Língua Portuguesa) 06/05      

 

                                              
   I - A ciência permanecerá sempre a satisfação do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; ela fornecerá sempre ao homem o único meio que ele possui para melhorar a própria sorte. (Renan)
   II - A ciência, que devia ter por fim o bem da humanidade, infelizmente concorre na obra de destruição e inventa constantemente novos meios de matar o maior número de homens no tempo mais curto. (Tolstói)
   III - Faz-se ciência com fatos, como se faz uma casa com pedras; mas uma acumulação de fatos não é uma ciência, assim como um montão de pedras não é uma casa. (Poincaré)
 

 

01 A(s) opinião(ões) que traduz(em) uma visão negativa da ciência é(são): 

A) I; 

B) II; 

C) III; 

D) I-II; 

E) II-III. 

     

02 Segundo o segmento I, a curiosidade é: 

A) a satisfação de nosso desejo; 

B) o caminho de melhorar a própria sorte; 

C) o único meio de obter satisfação; 

D)       o desejo mais alto da nossa natureza; 

E) sinônimo da própria ciência. 

     

03 O ''desejo mais alto'', citado no segmento I significa o desejo 

A) mais contido; 

B) mais difícil; 

C) mais problemático; 

D)       mais intenso; 

E) mais espiritual. 

     

04 O emprego do futuro do presente do indicativo no segmento I significa: 

A) certeza dos fatos futuros; 

B) possibilidade de fatos futuros; 

C) incerteza dos fatos futuros; 

D) dúvida sobre os fatos futuros; 

E) desejo do autor sobre os fatos futuros. 

   

05 ''...para melhorar a própria sorte.''; o vocábulo sorte, nesse segmento, equivale semanticamente a: 

A) futuro; 

B) felicidade; 

C) infortúnio; 

D) horóscopo; 

E) destino. 

     

06 No segmento II, o uso do pretérito imperfeito do indicativo em ''...devia ter por fim o bem da humanidade...'', significa que: 

A) a finalidade da ciência está equivocada; 

B) o ideal da ciência, no passado, era o bem da humanidade; 

C) a realidade é diferente da finalidade ideal da ciência; 

D) a realidade confirma o ideal científico; 

E) sob certas condições a ciência atinge o seu ideal. 

     

07 ''...infelizmente concorre na obra de destruição...''; nesse segmento, o verbo concorrer equivale semanticamente a: 

A) compete; 

B) rivaliza; 

C) prejudica; 

D)       colabora; 

E) combate. 

     

08 ''...bem da humanidade...'', ''...obra de destruição...'', ''...novos meios de matar...''; as expressões sublinhadas são respectivamente correspondentes a: 

A) humano, destrutiva, mortíferos; 

B) humanitário, destruidora, homicidas; 

C) humanista, destrutiva, assassinos; 

D) humano, destruidora, violentos; 

E) humanitário, destruidora, mortais. 

     

09 Vocábulos que no segmento II mostram a opinião do autor do texto sobre o conteúdo veiculado é: 

A) infelizmente/devia; 

B) constantemente/infelizmente; 

C) por fim/devia; 

D) destruição/ciência; 

E) constantemente/destruição. 

     

10 ''...matar o maior número de homens no tempo mais curto'' , como aparece no segmento II, demonstra: 

A) violência inútil; 

B) crueldade necessária; 

C) qualidade suprema; 

D) eficácia positiva; 

E) eficiência mórbida. 

       

       

 

GABARITO

 

01-B | 02-D | 03-D | 04-A | 05-E | 06-C | 07-D | 08-A | 09-A | 10-E

 

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Simulado Kyrius Medicina (Língua portuguesa) 13/05
                                        Trinta anos de uma frase infeliz
         Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: ''Este é um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade''? Não podia ter-se contentado com algo mais natural (''Quanta poeira'', por exemplo), menos pedante (''Quem diria, conseguimos''), mais útil como informação (''Andar aqui é fácil/difícil/gostoso/dói a perna'') ou mais realista (''Estou preocupado com a volta'')?
        Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase ''histórica''. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade ___ a posteridade guarda também frases debochadas, como ''Se eles não têm pão, comam brioches''. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de ''Mestra da Vida'', a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é ''histórico'', Armstrong escolheu sua frase.
       Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

Roberto Pompeu de Toledo – Ensaio/Veja

 

01 O tema central do texto é: 

A) a indignação pelos poucos dados enviados sobre a aventura da ida do homem à Lua. 

B) a narrativa da aventura do primeiro homem a pisar na Lua. 

C) a importância do acontecimento do homem ter chegado à Lua. 

D) a discordância com respeito à frase escolhida para um momento grandioso. 

E) o impacto da frase dita no momento em que o homem pisou na lua. 

     

02 A propósito do texto, o autor classifica a frase de Armstrong como infeliz, porque,  

A) apesar de ter sido edificante, a frase não foi humilde. 

B) apesar de ter sido bonita, a frase foi superficial. 

C) apesar de ter ficado para a posteridade, a frase foi superficial, pedante, inútil e irreal. 

D) apesar de ter sido solene, a frase foi exótica. 

E) apesar de ter sido inteligente, a frase não foi edificante. 

     

03 ''... embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver.'' O autor do texto expressa: 

A) certa decepção, com o passar dos anos, quanto à ida do homem à Lua. 

B) a importância capital que teve o evento para a humanidade. 

C) o encantamento com que a ida do homem à Lua é vista até hoje. 

D) a necessidade de que o homem volte à Lua. 

E) Certa incredulidade quanto à ida do homem à Lua. 

     

04 Para Roberto Pompeu de Toledo, a frase em apreço deveu-se ao fato de que: 

A) o astronauta recebeu a frase já pronta, junto com a roupa e os instrumentos para a missão. 

B) Armstrong não teve tempo para pensar em algo melhor. 

C) Armstrong foi motivado pela convenção de que eventos solenes pedem frases solenes. 

D) Armstrong quis ser original, não copiando Shakespeare, Gore Vidal e Woody Allen. 

E) o astronauta não acreditou no êxito da missão. 

     

05 Na opinião do autor do ensaio, 

A) só frases edificantes são históricas. 

B) a frase de Armstrong revela uma visão ultrapassada da História. 

C) só frases bonitas ou inteligentes são históricas. 

D) eventos solenes pedem frases solenes. 

E) A frase de Armstrong foi rapidamente esquecida. 

     

06 ''Entrou para a história  pelo prestígio''. O termo destacado na oração pode ser reescrito da seguinte forma:

A) em razão do prestígio

B) de prestígio 

C) com prestígio 

D) apesar de seu prestígio 

E) para seu prestígio 

     

07 Indique a alternativa que em que o fragmento sublinhado exerce a mesma função de “...embora tal empreendimento...”

A) É importante que todos compareçam. 

B) Quando o professor chegar, começará a aula. 

C) Segundo me informaram, acabou a promoção. 

D) O importante foi que eles venceram. 

E) Faltei à reunião  ainda que tenha tentado vir

     

08 A figura de linguagem encontrada na frase ''Com muito suor o funcionário conseguiu a promoção'' permite que o leitor entenda “com muito suor” como  

A) Com muitas metas e sonhos  

B) Com apoio 

C) Contra tudo e todos  

D) Com muito trabalho  

E) Com muita força  

     

09 Qual das alternativas apresenta desvio em relação à norma culta da Língua ? 

A) Faltaram, naquele dia, oito candidatos. 

B) A prova os mantêm concentrados.  

C) Chegaram o livro e os cadernos. 

D) Quinhentos reais é muito. 

E) Sou eu quem duvida. 

     

10 Indique a alternativa em que nem todas as palavras são acentuadas pelos mesmos motivos.

A) exótico – histórica – cívica - gênero 

B) vá – lá – há - já 

C) período – íamos – científica - devêssemos 

D) fácil – útil – ciência - gênio 

E) dói – idéia – oásis - apóia 

       

       

    GABARITO

    01-D | 02-C | 03-A | 04-C | 05-B | 06-A | 07-D | 08-D | 09-B | 10-E

     

SIMULADO KYRIUS MEDICINA (LÍNGUA PORTUGUESA) 20 / 05

 

     É sempre interessante observar as diferentes “cargas” que as palavras adquirem com o tempo.

Um belo exemplo é a palavra oportunista.     Segundo os nossos dicionários, oportunista é “o que aproveita as oportunidades”. Analisando a fria definição do dicionário, não percebemos a carga negativa que a palavra apresenta hoje.

     Na sua opinião, que é um político oportunista? Para você, ele é um bom ou um mau político?Até no futebol a palavra pode criar problemas. É freqüente ouvirmos narradores e comentaristas esportivos: “É um atacante muito oportunista”.Observe que, nesse exemplo, não há carga negativa alguma. Estamos diante de um atacante que sabe aproveitar as oportunidades, sabe fazer gols, é o “matador”.

    Entretanto, é possível que um ou outro ouvinte ficasse em dúvida ou não gostasse de ouvir a respeito do seu ídolo: “O Romário é um cara oportunista” ou “O Edmundo é um jogador oportunista”. Sem dúvida, é um caso polêmico. Não é uma questão de certo ou de errado. Devemos é tomar cuidado com o uso de certas palavras,pois, em determinadas situações, pode haver alguns constrangimentos.

 

01. Dizer que “Romário é um cara oportunista” ou “O Edmundo é um jogador oportunista” pode deixar um torcedor aborrecido, porque ele (o torcedor)

a) gosta do Romário, mas não gosta do Edmundo.

b) gosta do Edmundo, mas não gosta do Romário.

c) não gosta do Romário nem do Edmundo.

d) gosta um pouco do Edmundo e um pouco do

Romário

e) entende que seu ídolo se aproveita dos outros.

 

02. “Sem dúvida, é um caso polêmico.” A

polêmica ,muitas vezes, é gerada por vários tipos de ambigüidade, o que NÃO ocorre na frase.

a) Professor libera seus alunos para ver o jogo da nossa seleção.

b) Antes de sair, minha mãe quis abençoar-me.

c) O rapaz viu os cabritos descendo o morro.

d) Deixei ir ao colégio os alunos.

e) O policial encontrou os ladrões correndo em direção à estação.

 

03. Em “é sempre interessante observar as

diferentes “cargas” que as palavras adquirem com o tempo”; o vocábulo “cargas” está empregado com o significado de

a) algo com valor negativo.

b) algo com valor positivo.

c) diferentes matizes semânticos.

d) pressão social sofrida pelas palavras.

e) tolerância significativa das palavras.

 

04. Em “É sempre interessante observar as

diferentes “cargas” que as palavras

adquirem com o tempo.”, se desenvolvermos

o infinitivo verbal de maneira adequada

ao texto(em forma de oração), teremos

a) É interessante observarmos as diferentes

“cargas” que as palavras adquirem com o tempo.

b) É interessante observares as diferentes

“cargas” que as palavras adquirem com o

tempo.

c) É interessante a observação das diferentes “cargas” que as palavras adquirem com o tempo.

d) É interessante que observem as diferentes “cargas” que as palavras adquirem com o tempo.

e) É interessante que observemos as diferentes “cargas” que as palavras adquirem com o tempo.

 

DE ONDE VÊM AS PALAVRAS (Deonísio da Silva)

    “A dar com um pau”:essa frase, indicando abundância, nasceu no Nordeste. Vindas da África, milhares de aves de arribação, extenuadas pela travessia do Atlântico, pousam nas lavouras em busca de alimento. Chegam cansadas e famintas, quase desabando sobre o solo. Os sertanejos, porém, não têm nada com isso e aqueles bandos representam séria ameaça às plantações. Ou eles matam as aves ou depois não terão o que comer. Desaparelhados para o combate, antigamente os agricultores matavam os pobres pássaros a pau, e não aparecia nenhum ecologista para defendê-los.

 

05. Em “De onde vêm as palavras”. O conector que inicia a oração apresenta contribuição semântica (noção de lugar); o item em que a preposição (sozinha ou combinada) apresenta um valor diferente é

a) nasceu no Nordeste.

b) extenuadas na travessia pelo Nordeste.

c) pousam nas lavouras.

d) ameaça às plantações.

e) para chegar em casa.

 

06. “Vindas da África, milhares de aves de

arribação...”; o vocábulo destacado significa que chegam

a) de lugares altos.         b) de outros lugares.

c) exaustas.      d) doentes.         e) famintas.

 

07. “...em busca de alimentos.”; apresenta o mesmo valor semântico do encontrado em

a) chegam cansadas e famintas.

b) quase desabando sobre o solo.

c) não terão o que comer.

d) os pobres pássaros a pau.

e) para defendê-los.

 

08. Os vocábulos “arribaÇão” e “eXtenuadas”

apresentam como destaque o mesmo fonema

grafado diferentemente; o item em que

NÃO ocorre erro de grafia é

a) facínora, miçanga, lasanha, pretensão, sisudo.

b) discussão, excesso, exceção, indecente, mulçumano.

c) abscesso, discente, rescisão, miscelânia, prescindir.

d) jus, creolina, aborígine, casemira, privilégio.

e) empecilho, pexote, rebotalho, puleiro, à beca.

 

A PROFECIA

          Em Delfos, na Grécia, havia um templo em que, periodicamente, se cultuava ao deus Apolo. Das fendas de uma rocha se desprendiam emanações e as pitonisas (sacerdotisas de Apolo), aspirando essas emanações, entravam em transe e proferiam frases enigmáticas que eram tidas como profecias, oráculos. E precisavam ser interpretadas.Tinham duplo sentido, eram ambíguas. Às vezes, eram ditas palavras soltas e os intérpretes procuravam achar um sentido. Certa vez, um rei foi à guerra e mandou consultar o oráculo (pagando um bom preço) para saber o resultado. A pitonisa proferiu palavras soltas, sem nenhuma entoação, que em português, seriam equivalentes a: “Voltarás. Não morrerás!” Mas... o rei perdeu a guerra e morreu na batalha. Seus descendentes foram queixar-se ao oráculo. E lhes foi dito que a profecia estava certa: a

interpretação é que tinha sido errada. O oráculo quis

 dizer: “Voltarás? Não! Morrerás!”

 

09. A profecia não foi interpretada de modo

correto por problema de entoação; o item

cujo segmento NÃO apresenta ambigüidade

por problema de entoação é

a) Traga seu carro para nós ele vale o maior preço do mercado.

b) O menino semana passada viu balões coloridos.

c) Ela não foi a bordo adoeceu e mandou o marido.

d) Os analistas desistiram logo o curso foi um fracasso.

e) Os técnicos acompanhados da secretária do diretor e um coordenador foram à reunião.

 

10.  “...periodicamente se cultuava ao deus

Apolo.”; o uso do pretérito imperfeito, nesse segmento, indica

a) uma ação a que se estava processando quando sobreveio outra ação.

b) uma ação habitual no passado e que pode se estender até o momento presente.

c) uma ação que dá vivacidade e elegância a fatos ocorridos no passado.

d) uma ação realizada poucas vezes no passado.

e)uma ação passada habitual, descrita como se estivesse acontecendo agora.

01-E 02-D 03-C 04-E 05-D  06-B 07-E 08-A 09-B 10-B

 

SIMULADO KYRIUS MEDICINA (LÍNGUA PORTUGUESA) 27/05

     O ser humano separa uma parte do

mundo para, moldando-a ao seu jeito, construir um abrigo protetor e permanente. A ética, como morada humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. O ser humano está sempre tornando habitável a casa que construiu para si. Ético significa,portanto, tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o ambiente para que seja uma morada saudável: materialmente sustentável, psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda. Na ética há o permanente e o mutável. O permanente é a necessidade do ser humano de ter uma moradia: uma maloca indígena, uma casa no campo e um apartamento na cidade.

   Todos estão envolvidos com a ética, porque todos buscam uma morada permanente. O mutável é o estilo com que cada grupo constrói sua morada. É sempre diferente: rústico, colonial, moderno, de palha, de pedra... Embora diferente e mutável, o estilo está a serviço do permanente: a necessidade de ter casa. A casa, nos seus mais diferentes estilos, deverá ser habitável.

                                                                                                                Boff, Leonardo.

 

1 Leia o texto e assinale a alternativa correta.

a) O autor afirma que o ser humano constrói

a sua proteção na ética grega – morada humana.

b) O autor, objetivamente, constrói o seu jeito

de tornar habitável a casa que construiu para

si.

c) O permanente e o mutável são apenas estilos

que, segundo o autor, referem-se à psiquê

e ao espírito.

d) A permanência e a mutabilidade são características

que o autor aponta como básicas

para que o ser humano atinja ou uma maloca,

ou uma casa ou um apartamento.

e) O autor revela que há permanência e mutabilidade

na ética que, como morada humana,

é uma construção constante de um ambiente

saudável.

alternativa E

 

2 .Os pronomes têm a função de substituir os

nomes ou referir-se a eles, evitando a repetição de termos. No texto em questão, observe o papel dos pronomes a, si, todos.

I. O pronome a substitui uma parte do

mundo que, significativamente, remete a ‘‘a

morada humana’’.

II. O pronome si substitui, de forma reflexiva, a expressão o ser humano.

III. O pronome todos substitui, formalmente,

uma maloca indígena, uma casa no campo

e um apartamento na cidade, ao repor

significativamente ‘‘a ética’’.

IV. O pronome a substitui, formalmente, o

termo Ethos.

Assinale a alternativa que contém apenas

afirmações corretas:

a) I e III

b) I, III e IV

c) I, II, III e IV

d) I e II

e) II e III

alternativa D

 

 3 .Observando aspectos de pontuação, concordância e colocação pronominal, podemos afirmar que:

I. na oração A ética, como morada humana,

não é algo pronto e construído de uma só vez, há um uso inadequado no que diz respeito à pontuação, uma vez que se usou a vírgula entre o sujeito A ética e o verbo ser (é).

II. na oração Na ética há o permanente e o

mutável, há um erro de concordância, uma

vez que o sujeito o permanente e o mutável é

composto, logo o verbo haver (há) deveria estar na terceira pessoa do plural.

III. na oração moldando-a ao seu jeito, o pronome pessoal do caso oblíquo átono a está enclítico ao verbo no gerúndio, em início de oração, de acordo com a norma culta.

Assinale:

a) se I e II estão corretas.

b) se todas estão incorretas.

c) se apenas III está correta.

c) se I e III estão corretas.

e) se apenas II está correta.

alternativa C

 

4.Está presente, no texto, o processo de formação de palavras por derivação imprópria. Assinale a alternativa em que ocorre tal processo.

a) A ética, como morada humana, não é algo

pronto e constituído de uma só vez.

b) O ser humano está sempre tornando habi-

tável a casa que constituiu para si.

c) ... tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o mbiente.

d) Na ética, há o permanente e o mutável.

e) A casa, nos seus mais diferentes estilos, deverá ser habitável.

alternativa D

 

ESSAS MENINAS

      As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com seus

namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância. O uniforme as despersonaliza, mas o riso e cada uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem. Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrado naquelas condições, em lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa mais rir. As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.

Andrade, C. Drummond de.

 

 

5.A intenção do narrador de apontar a transformação

do indivíduo provocada pelo sofrimento

fica evidente pela afirmação dada por:

a) As alegres meninas que passam na rua,

com suas pastas escolares, às vezes com seus

namorados.

b) A selvageria de um tempo que não deixa

mais rir.

c) O jornal dera notícia do crime.

d) As alegres meninas, agora sérias, torna-

ram-se adultas de uma hora para outra; essas

mulheres.

e) O uniforme as despersonaliza, mas o riso

de cada uma as diferencia.

 

6.No texto em questão, o narrador afirma que o

fato de as meninas usarem uniforme faz com

que elas tenham a mesma aparência: O uniforme as despersonaliza. No entanto, por

meio de um recurso lingüístico de oposição,

afirma que:

a) as pastas escolares das meninas as diferenciam.

b) a maneira de ser de cada uma das meninas,

revelada pelo riso, as torna diferentes.

c) os namorados que acompanham as meninas

são conhecidos e por isso as diferenciam.

d) as meninas são repletas de afetividade em

relação à professora e riem para ela de maneira diferente: alto, musical, desafinado...

e) as meninas tornaram-se adultas e isso as

diferencia.

alternativa B

 

7.Ainda sobre o texto II, podemos afirmar que o autor utiliza as formas verbais: passam, estão rindo, despersonaliza, diferencia e riem como recurso lingüístico, denotando uma declaração que:

a) se verifica ou se prolonga até o momento

em que se fala.

b) acontece habitualmente, em qualquer tempo

(o ‘‘passado contínuo’’).

c) representa uma verdade universal (o ‘‘presente eterno’’).

d) repete um fato consumado.

e) exprime incerteza ou idéia aproximada, simples possibilidade ou asseveração modesta.

alternativa A

 

A OUTRA NOITE

Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar

à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de

táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de Lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal. Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:

– O senhor vai me desculpar, eu estava

aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo

luar lá em cima? Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.

– Mas que coisa...

Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro

para olhar o céu fechado de chuva. Depois

continuou guiando mais lentamente. Não sei

se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa. Ora, sim senhor... E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um ‘‘boa noite’’ e um ‘‘muito obrigado ao senhor’’ tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.

                                                                                             Braga, Rubem

 

8.No texto acima:

I. há a presença de interlocutores (falante eouvinte) marcados lingüisticamente, por

exemplo, pela presença de mim, confirmei e

de senhor, sua conversa.

II. o falante é marcado pela terceira pessoa dosingular: desceu, chegou, ele etc.

III. há referência ao ouvinte, marcado nas

formas verbais resolvi, contei, vai desculpar,

disse e nos pronomes se e me.

Assinale a alternativa correta.

a) I e II estão incorretas.

b) Apenas I está correta.

c) Todas estão corretas.

d) I e II estão corretas.

e) Apenas II está correta.

alternativa B

 

9.Ainda em relação ao texto III, quanto a figuras

de linguagem, assinale a alternativa correta.

a) Os termos a São Paulo, à noite, tanto lá

como aqui, para casa, de táxi, até Copacabana, lá em cima, além das nuvens, são adjuntos adverbiais .

b) As expressões ...uma noite de vento sul e

chuva... e colchões de sonho são metonímias

c) O período Confirmei: sim, acima da nossa

noite preta e enlamaçada e torpe havia uma

outra – pura, perfeita e linda contém uma figura de linguagem denominada prosopopéia.

d) A expressão tanto lá como aqui é uma comparação, explicitada por meio da conjunção como.

e) A expressão colchões de sonho é um paradoxo, por associar colchões a sonhos, sendo ambos contrastantes e contraditórios.

alternativa D

 

10. No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Andrade, C. Drummond de. ‘‘Alguma Poesia’’.

In Reunião – 10 livros de poesia.

Rio de Janeiro: José Olympio Ed., 1969.

O texto VI suscitou, desde sua publicação em

1930, muita polêmica na literatura brasileira,

provocando adesões e repulsas entusiásticas.

É, contudo, um texto com posição marcada na

produção de Carlos Drummond de Andrade.

Da leitura dele pode-se entender que

a) não chega a ser propriamente um poema,

porque um simples jogo verbal e lúdico não

faz despertar vibrações intelectuais de poesia.

b) é um texto de forma aparentemente simples,

mas o esquema de repetição, aí, quase

absoluta, o descarta do universo poético.

c) faz uso irreverente de modismos da linguagem

coloquial, marca-se pela repetição, e revela,

como poema, consciência da realidade

lingüística brasileira.

d) o uso do verbo ter por haver constitui um

erro gramatical e impede o texto de realizarse

como poema.

e) a estrutura prosaica da composição e a ausência

de recursos imagéticos prejudicam a

organização poética do texto.

 

alternativa C

 

 

O que é... decisão.

01                   No mundo corporativo, há algo vagamente conhecido 02.como “processo decisório”, que são aqueles insondáveis 03.critérios adotados pela alta direção da empresa para chegar a 04.decisões que o funcionário não consegue entender. Tudo 05.começa com a própria origem da palavra “decisão”, que se 06.formou a partir do verbo latino caedere (cortar). Dependendo 07.do prefixo que se utiliza, a palavra assume um significado 08.diferente: “incisão” é cortar para dentro, “rescisão” é cortar 09.de novo, “concisão” é o que já foi cortado, e assim por diante. 10.E dis caedere, de onde   veio “decisão”, significa “cortar fora”. 11.Decidir é, portanto, extirpar de uma situação tudo o que está 12.atrapalhando e ficar só com o que interessa.

13.     E, por falar em cortar, todo mundo já deve ter ouvido a 14.célebre história do não   menos   célebre    rei Salomão, mas 15.permitam-me recontá-la,  transportando os acontecimentos 16.para uma empresa moderna.  Então, está um dia o rei 17.Salomão em seu palácio, quando duas mulheres são 18.introduzidas na sala do trono. Aos berros e puxões de 19.cabelo, as duas disputam  a  maternidade de uma criança 20.recém-nascida.   Ambas         possuem argumentos sólidos: 21.testemunhos da gravidez recente,depoimentos das parteiras, 22.certidões de     nascimento.

23.     Mas, obviamente, uma das duas está mentindo:  havia 24.perdido o seu bebê e, para compensar a dor, surrupiara o 25.filho da outra. Como os testes de   DNA  só   seriam 26.inventados dali a milênios, nenhuma    das autoridades 27.imperiais consultadas pelas litigantes havia conseguido dar 28.uma solução satisfatória ao impasse.

29.      Então Salomão, em sua sabedoria, chama um guarda, 30.manda-o cortar a criança ao meio e dar metade para cada 31.uma das reclamantes. Diante  da  catástrofe iminente, a 32.verdadeira mãe suplica: “Não! Se for assim, ó meu Senhor, 33.dê a criança inteira e viva à outra!”, enquanto a falsa mãe 34.faz aquela cara de “tudo bem, corta aí”. Pronto. Salomão 35.manda entregar o bebê à mãe em pânico, e a história se 36.encerra com essa salomônica demonstração de 37.conhecimento da natureza humana.

38.     Mas isso aconteceu antigamente. Se fosse hoje, com 39.certeza as duas mulheres optariam   pela  primeira 40.alternativa (porque ambas teriam feito um curso de Tomada 41.de Decisões). Aí é que entram os processos decisórios dos 42.salomões corporativos. Um gerente salomão perguntaria à 43.mãe *putativa A: “Se eu lhe der esse menino, ó mulher, o 44.que dele esperas no futuro?” E ela diria: “Quero que ele 45.cresça com liberdade, que aprenda a cantar com os pássaros 46.e que possa viver 100 anos de felicidade”. E a mesma 47.pergunta seria feita à mãe putativa B, que de pronto 48.responderia: “Que o menino cresça forte e obediente e que 49.possa um dia, por Vossa glória e pela glória de Vosso reino, 50.morrer no campo de batalha”. Então, sem piscar, o gerente 51.salomão ordenaria que o bebê fosse entregue à mãe 52.putativa B.

53     Por quê? Porque  na    salomônica   lógica     das 54.empresas, a decisão dificilmente favorece o funcionário que 55.tem o argumento mais racional, mais sensato, mais justo ou 56.mais humano. A balança sempre pende para os putativos 57.que trazem mais benefício para o sistema. (GEHRINGER, Max. Revista Você S/A, jan. 2005)

 

*putativo(a): [Do lat. putativu.] Adj. Que aparenta ser verdadeiro, legal e certo, sem o ser; suposto, reputado. (Dicionário Aurélio)

 

1-De acordo com a origem da palavra “decisão” oferecida pelo texto, a paráfrase adequada para “processo decisório” é processo de:

(A) escolha.             (B) eliminação.            (C) seleção.

(D) definição.           (E) preferência.

 

2-O autor define “processos decisórios” como “aqueles insondáveis critérios adotados pela alta direção da empresa para chegar a decisões que o funcionário não consegue entender.” (l. 2-4). Assinale a opção que apresenta a justificativa para tal definição.

(A) Na lógica empresarial, decide-se preferencialmente por

soluções que favorecem o sistema e não por aquelas mais racionais.

(B) Na salomônica lógica adotada pelas empresas, as escolhas recaem sempre sobre argumentos putativos justos e sensatos.

(C) Para a direção de empresas, os procedimentos que orientam as decisões baseiam-se na observação do comportamento do funcionário.

(D) Para o alto comando de empresas, métodos que apóiam

decisões devem ser sustentados por critérios do interesse

do sistema.

(E) Para o corpo gerencial, as escolhas que são baseadas

nos ensinamentos do curso de Tomada de Decisões são

as melhores.

 

3-As palavras “salomônica” em “salomônica demonstração”

(l.36) e “salomão”, em “Um gerente salomão” (l.42), respectivamente, significam:

(A) justa e criteriosa – responsável pelas decisões.

(B) piedosa – conhecedor das regras da empresa.

(C) fundamentada – conhecedor da natureza humana.

(D) sábia e consciente – comprometido com o trabalho.

(E) clara e inquestionável – detentor de muitos poderes.

 

4- Indique a opção na qual as frases “Se fosse hoje, com certeza

as duas mulheres optariam pela primeira alternativa...” (l. 38-41) e “Aí é que entram os processos decisórios dos salomões corporativos.” (l. 41-43) aparecem reescritas em um único período, sem alteração do sentido original.

(A) Caso isso acontecesse nos dias atuais, as duas mulheres

fariam a mesma escolha influenciadas pelas decisões de seu gerente salomão.

(B) No mundo de hoje, as duas mulheres levariam em consideração para decidir os critérios do rei Salomão e escolheriam a primeira opção.

(C) Atualmente, as duas mulheres poderiam escolher a primeira possibilidade levando em conta os interesses do sistema empresarial.

(D) Com a nova mentalidade, a escolha das duas mulheres seria por não dividir a criança, já que conheceriam as regras empresariais.

(E) Uma vez que hoje as duas mulheres optariam pela mesma

alternativa, os “salomões corporativos” recorreriam a processos de decisão.

 

5- Com base no período “Como os testes de DNA só seriam

inventados dali a milênios, nenhuma das autoridades imperiais

consultadas pelas litigantes havia conseguido dar uma solução

satisfatória ao impasse.” (l. 25-28), pode-se inferir que:

(A) os testes de DNA poderiam contribuir para a solução do

problema.

(B) as soluções encontradas pelas autoridades não satisfizeram

às litigantes.

(C) as supostas mães das crianças consultaram as autoridades

para resolver o impasse.

(D) só dali a muitos anos os cientistas inventariam os testes de DNA.

(E) não havia autoridade imperial capaz de resolver o impasse.

 

6- A relação entre a palavra destacada e a expressão a que a

mesma se refere está incorreta em:

(A)( ... )que [são aqueles insondáveis] ( l. 2-3) – processo

decisório.

(B)(... )onde [veio “decisão”] (l. 10-11) – dis caedere.

(C)( ...)[recontá]-la (l. 15) – a célebre história.

(D)    Aí [é que entram] (l. 41) – primeira alternativa.

(E)(...) dele [esperas no futuro?] (l. 44) – desse menino.

 

7- Assinale a opção em que o sinal de dois pontos tem a

mesma função apresentada em “Mas, obviamente, uma

das duas está mentindo: havia perdido o seu bebê e, para

compensar a dor, surrupiara o filho da outra.” (l. 24-26)

(A) O diretor apresentou dados convincentes: a pesquisa de

opinião, o último balanço da empresa e cartas de clientes.

(B) Os critérios adotados para admissão de funcionários são

sempre os mesmos: organização, competência e capacidade

de trabalhar em equipe.

(C) Tomar decisões em momentos de crise pode ser danoso:

muitas vezes um impulso substitui o bom-senso.

(D) Dois motivos o levaram a pedir demissão: uma nova oferta

de trabalho e a possibilidade de trabalhar no exterior.

(E) Quando soube que não seria promovido, ele fez o

seguinte: mandou uma carta para a vice-presidência

e marcou uma reunião com a equipe.

 

 

 Como a tão malbaratada palavra “ética”, muito vocábulo perde

seu sentido quando envereda por trilhas falsas. “Ética” designava

comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas,

que ditavam esse comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários,      e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados, que passam a fazer parte de nós.                   (Lya Luft. Veja, 30.11.2005)

8- Considerando-se a primeira frase do texto, assinale a alternativa correta.

(A) A conjunção Como estabelece entre as informações uma

relação de comparação.

(B) O termo muito, por ser advérbio, não admitiria flexão,

caso vocábulo fosse para o plural.

(C) Se o termo vocábulo fosse flexionado no plural, apenas

perde concordaria com ele, já que envereda é verbo impessoal.

(D) A pontuação no trecho está incorreta, devendo-se omitir

a vírgula após ética”, já que o termo é sujeito de perde.

(E) O pronome seu está incorreto, pois, por englobar os

termos “ética” e vocábulo ,deveria estar flexionado no

plural.

 

A questão de número 9 baseia-se na charge, publicada

em setembro , por ocasião da morte do humorista Ronald

Golias.

 

 

9- Na fala da personagem, pode-se afirmar que o sujeito da forma verbal deixa é

(A) tu, que remete à mesma pessoa chamada de Cride.

(B) pai, que é o termo que concorda com o verbo.

(C) eu, que é o emissor da frase.

(D) você, ou seja, a pessoa a quem o emissor se dirige.

(E) indeterminado, pois não há elementos na frase suficientes

para determiná-lo.

 

                             As três almas do poeta

Ênio, poeta latino do século II a. C., falava três línguas: o grego, que ele tinha aprendido por ser na época a língua de cultura dominante no sul da Itália; o latim, em que escreveu suas obras; e o osco, que era com toda a probabilidade sua língua nativa. O osco (uma língua aparentada ao latim) era naquele tempo o idioma da maioria da população na região, mas acabou sendo suplantado pelo latim, língua dos conquistadores e do Império. De qualquer forma, no século II a.C., as três línguas tinham seu lugar na mesma região. E Ênio, que sabia as três, costumava dizer que tinha “três almas”.

É curioso observar que ele exprimiu com isso uma coisa muito importante relativa ao conhecimento de uma língua: não se trata simplesmente de “uma outra maneira de dizer as coisas” (table em vez de mesa, te quiero em vez de eu te amo), mas de outra maneira de entender, de conceber,

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